Porque recomeçar tem sido uma constante na sua vida
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Começar um curso, providenciar os materiais, se envolver nos preparativos, dali um tempo abandonar, dali um tempo começar de novo…
Começar uma rotina de alimentação saudável, pesquisar sobre alimentos, reunir receitas, experimentar, dali um tempo deixar o que aprendeu de lado, dali um tempo começar de novo…
Começar um processo de autoconhecimento, encontrar respostas, encontrar percalços, altos e baixos, dali um tempo adormecer a busca, dali um tempo começar de novo…
Começar a resolver uma questão relacional, colocar alguns pontos nos is, fazer alguns avanços, dali um tempo se esquecer de tudo e fazer as mesmas velhas coisas, dali um tempo começar o movimento novamente…

Já viu algum desses enredos acontecer? Já sentiu na própria pele uma necessidade que impeliu você a uma busca, começou um movimento e acabou se dispersando, pra depois se ver recomeçando mais uma vez? Já sentiu a frustração de se ver tomando a mesma estrada de novo e de novo? Já se pegou protelando um início, com a sensação de que nem vale a pena, porque logo vai ter que começar tudo de novo? Eu já. E não é nada bom. Já vi muitas pessoas passarem por isso também, e acho que para elas também não foi nada bom.

Já ouviu falar na expressão “fogo de palha”? Ela é usada para falar desses impulsos que alguém tem em fazer algo, mas que logo se dissipa. Vamos pensar no fogo iniciando numa palha. Imagine que você tem um chumaço de palha nas mãos e que acende um fósforo sobre ele. A palha é um combustível, sem dúvida. Ela tem a constituição adequada para que o fogo faça um caminho sobre ela e a queime rapidamente. Faz vista, né? É um fogo que se alastra, colore, faz barulho. Mas a combustão é tão rápida que consome todo o combustível. Se pelo menos tivesse mais palha, ou melhor, se pelo menos tivesse uma madeira mais robusta você poderia até fazer uma fogueira. Quando o fogo estivesse mais fraco, você poderia colocar mais madeira para alimentar a fogueira. Se a gente cuidasse do nosso fogo interno, da nossa criatividade e das nossas motivações mais profundas, não seria mais fogo de palha, mas uma chama viva e acesa.

Se recomeçar tem sido uma constante em sua vida pode ser porque se conectar com você mesmo não tem sido uma constante. Se eu não me conecto comigo, eu me distraio, me disperso, perco o fio da meada. Esqueço porque era importante seguir por ali, perco de vista para que eu estava colocando minha energia aqui, não presto atenção nas escolhas que estou fazendo e para onde elas estão me levando. Dali alguns metros, preciso refazer a rota, retomar o caminho que eu estava percorrendo e recomeçar. Nenhum problema em recomeçar quando a vida nos apresenta novos caminhos. O problema é esse vício de distração e desfoque que faz com que a gente se perca, gaste energia e vá minando a nossa autoconfiança (será que posso contar comigo, se estou constantemente não me comprometendo?). Por outro lado, se me mantenho conectada, vivo cada movimento com consciência, percebo o que estou fazendo e o porquê estou fazendo. A vida deixa de ser alguns flashes de atenção vaga, para se tornar um fluxo. Não vejo mais começo, dispersão, recomeço. Começo a ver um caminho que se desenha e vai fluindo, mesmo que com altos e baixos, tropeços, rearranjos, percebo que estou fluindo no meu caminho.

Então, se pra você o começar-se perder-recomeçar, tem sido uma constante… convido você a fazer uma conexão com seu centro e abrir espaço para estar presente, para alimentar seu fogo criativo e colocar movimento em tudo que possa lhe fazer crescer, vicejar e se sentir em fluxo no que realmente importa. Conecte-se com a vida.

Agora, lanço um desafio: escreva aqui nos comentários, 1 ação concreta que você vai ter para se conectar com você e sua chama de vida hoje mesmo (vale também tomar uma atitude para dar fim a hábitos que tem provocado desconexão).

O que vai ser? #meconta

 

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